
A Sociedade civil tem o direito à participar de reuniões pacíficas e a de se manifestar em favor ou desfavor de alguma determinada idéia e se alguém quiser empenhar seus recursos particulares em prol dessas idéias, custeando marchas, passeatas ou afins, que o faça.
Ocorre que alguns líderes religiosos, representados por legisladores que os representam, desejam colocar o Estado e os recursos do Estado em favor da divulgação de tais idéias. Esse foi o caso, por exemplo, daquela lei que visa tornar obrigatória a
existência de bíblias/crucifixos em escolas públicas e alocando recursos do Estado para o custeio da despesa.
Outro exemplo foi o caso da Lei 1.706/97 do circo Distrito Federal, que visa colocar a ‘Marcha para Jesus’ no calendário oficial de eventos do Governo do Distrito Federal E (atenção agora) destinar recursos para o evento. Sim, o dinheiro para o evento sairia do bolso do contribuinte, só para variar. Não basta algumas seitas sangrarem os bolsos de seguidores; eles querem mais; querem sangrar os bolsos de todo mundo (incluindo nessa ‘panela’ crentes, não-crentes, católicos, umbandistas, espíritas, ateus, agnósticos – TODO e qualquer contribuinte).